Amor.
Viva a vida intensamente.
"Eu te amo. Mesmo negando. Mesmo deixando voce ir. Mesmo não te pedindo pra ficar. Mesmo não olhando mais nos teus olhos. Mesmo não ouvindo a tua voz. Mesmo não fazendo parte dos teus dias. Mesmo estando longe, eu te amo. E amo mesmo. Mesmo não sabendo amar. "
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“Talvez eu não saiba como começar este desabafo, talvez eu queira que venha uma inspiração maior, talvez eu queira um tema, talvez eu queira alguém que entenda ou que finja que entende cada vocábulo difícil e complicado para mim neste texto, talvez eu queira algo impactante que faça as palavras fluírem. Pensando bem, só quero voltar ao tempo, fingir que nada aconteceu, voltar a ser criança, não precisar se preocupar com os problemas, só querer colo e um abraço”
—  Laura Bittencourt


“Talvez eu peça um copo d’ água, talvez peça um drink. Posso pedir uma dose de uísque, mas com esta dor que sinto, prefiro pedir uma dose duplicada de veneno”
—  Laura Bittencourt

Eu brincando de ser feia rssss


“Eu podia estar sofrendo calada, podia estar dormindo, fingindo que nada está acontecendo, mas não, resolvi conversar com você. Uma mera palavras, despertou uma série de lembranças das quais jamais esquecerei e que com o passar do tempo, trouxeram cicatrizes gigantescas em meu peito. Nada está dando certo, nada mais funciona, meu coração está fraco e estou sufocada com minhas lágrimas, sem ter pra onde correr, sem ter um abraço, um ombro que aceite ser molhado por minhas lágrimas. Me deixe falar, não me interrompas, não quero ouvir agora, deixe eu falar, me ouça, fique em silêncio, finja que me entende, me faça um cafuné, só respire, não fale. Preciso ouvir minha própria voz, mas preciso de você meu jovem amigo, preciso de “colo”. Não consigo conter minhas lágrimas, meu travesseiro está molhado, acho que já se acostumou com minhas lágrimas, acho que ele me entende, faça como ele, me entenda. Me faça mais um pouco de carinho, me conforte. Tudo que mais quero, é chorar.”
— Laura Bittencourt

“Luz piscando,trovões,relâmpagos,ventania,estão preparando a chegada da chuva. Ôh chuva amiga,que bom que chegaste. Hoje tu serás minha amiga,minha companheira. Hoje estou só,neste dia sombrio,triste e cruel. Briguei com aquela que me alegrava,perdi aquele que me acordava,me ligava e não posso conversar com meu amado. Minhas lágrimas escorrem a cada relampejo,meu coração aperta a cada trovoada e minha vida vai ficando mais triste a cada poça d’ água. Meu Deus,peço que não me inunde e sim,me ajude a pensar. Tá difícil viver assim. Em uma semana estou tendo perdas muito grandes. Tudo bem que a vida é feita de perdas e ganhos,mas tinha que ser tão bruscamente assim ? Estou conversando com a chuva,ela me disse que tudo isso vai passar,que tudo isso não passa de uma tempestade passageira,que depois tudo voltará ao normal. Não concordo ! Como farei pra reviver pessoas ? Como farei para apagar tudo que foi dito ? Amiga,para de gritar e tente me ouvir. Me ajude a ser forte,me ajuda a ficar de cabeça erguida,a superar,me ajude a seguir em frente.”
— Laura Bittencourt

“Ei,menino dos cachos pretos. Posso prosar com você ? Tenho que te contar uma coisa. Uma vez,eu estava muito,morrendo,em pura agonização,ai um jovem rapaz,que eu mal conhecia,veio me ajudar. nossa,e como me ajudou. Ele brigou comigo,ficou preocupado,tenso,nervoso,irritado,tudo isso porque eu tava triste,porque eu pensava que ninguém era meu amigo,ninguém se importava comigo,que eu era sozinha neste gigantesco mundo,mas sabe de uma coisa ? Eu tinha” consciência,de que tudo aquilo poderia magoá-lo,mas eu falei,eu precisava falar.Guardar pra sim mesmo,nem sempre faz bem,nunca faz bem. Esse moço,me ensinou que não precisa ter amizade de anos para amar o próximo,que não precisa conhecer pra ajudar a viver,que não há vida sem um falante,que nada nessa vida fica em silêncio,só a morte. Menino,estou confusa,triste,não sei o que fazer,me ajuda a fazê-lo falar ? Espero que não seja de mim,eu tenho medo de perdê-lo,ele é muito importante pra mim,um grande amigo,um irmão. Me ajude ! Eu te suplico,me ajude. Não quero vê-lo mau.”
—  Laura Bittencourt

“Como tá sendo complicado viver assim…Você namorando e eu esperando você responder meu sms pra ao menos ter porque sorrir. Você feliz,e eu com minhas giletes gastas. Você louco por conta da bebida,e eu à caminho de um hospício.Você curtindo sua viagem, eu pensando como começar a confissão. Você tá ai,feliz,com este sorriso lindo e eu me escondendo pelos cantos. Devia estar feliz por você,devia cooperar para que seja cada vez mais feliz,cada vez mais realizador de sonhos,mas não posso. Meus remédios acabaram,não tenho mais força,me cortei,a gilete cortou aquela veia que era conectada ao meu coração. Estou morrendo,você fará falta,por favor,lhe imploro,vá ao menos em meu funeral.”
—  Laura Bittencourt

“Te amo mas não tenho coragem de te contar,choro por ti mas não tenho coragem de falar,sinto saudades extremas de ti,mas não tenho coragem de lhe dizer . Admito que não sei mais o que faço,se fico calada ou se procuro nas estrelas a coragem de falar tudo que sinto,de poder lhe abraçar durante um logo tempo por cada lágrima derramada. Tenho vontade de lhe mandar uma mensagem dizendo que quero ser sua a cada piscada de olho,mas tenho medo . Esse meu medo é que me faz bem,infelizmente não sou vidente pra saber qual seria sua reação se te contasse tudo o que sinto,então não importa como,quando e por quem você vai saber tudo isso,mas por favor,não me abandone.”
—  Laura Bittencourt

“Perdida em ruelas escuras de uma pequena cidade do interior,fico a chorar e pensar como poderia ser se tivéssemos engatado algo. Me escoro em uma parede antiga,que parece estar à beira da morte,tenho a percepção de que a cada gota de chuva ela vai se contorcendo de dor,agonizando . Sim,paredes tem sentimentos . Me sinto neste momento como uma parede,todos a chutam,batem,cospem,sujam,maltratam e a desmerecem . As pessoas são muito hipócritas,ignorantes,arrogantes,sem sentimentos . Será que elas não estão vendo como esta simples obra feita de cimento,terra,tijolos e água está se sentindo só ? Decidi conversar com minha amiga. Sentei naquele chão molhado,sujo,fedorento . Ficamos ali,conversando. Eu contando como estou me acostumando a viver minha adolescência à facadas e ela me contando como é passar anos e anos ali,sem que ninguém a note,a dê valor. Entrei em pleno desespero,não sabia a quem socorrer. Minha nova amiga estava em prantos,não conseguia parar de chorar e soluçar. Tentei acalmá-la,dizendo que estava ali,pronta para o que der e vier,afinal ninguém sentiria minha falta. Ela disse que eu era a única em todos esses anos que estava ali,frente a frente,escutando cada palavra,cada suspiro,cada gemido de dor,vendo cada lágrima que caia de seu rosto,dando conselhos,refletindo,dizendo o que achava que era certo e errado,dando bronca,querendo abraçá-la,consolá-la,ficar simplesmente ali,pra sempre. Eis que ela para de chorar,olha em meus olhos,fazendo eu sentir um toque em meu rosto e em meu coração,e diz : - Você anda tão atordoada,confusa,sentimental,carente,triste,que mal percebeu que eu sou você . Que sou o seu outro eu,sou sua vida,seu destino,seu presente,seu passado. Você pensa tanto em amor,opinião pública,sentimentos “adolescêntricos”,que mal percebeu que não se conhece,ao menos se reconhece. Você mudou,amadureceu. Agora é uma nova vida,e sim,as pessoas sentem sua falta,mesmo que seja oculta,mas sentem . Seja feliz,busque a felicidade sozinha,no meio do caminho,você encontrá quem lhe dará felicidade.”
—  Laura Bittencourt

“Só estou me fazendo de forte,você pediu pra que fosse,lembra ?”
—  Laura Bittencourt

“Agora ao olhar sua foto em algum lugar,me assusto,me arrepiou,acho que foi traumático tudo que disseste pra mim e eu pra você. Não sei se vou conseguir ir aos lugares em que vai estará presente. Terei que ter força,tanto pra não chorar tanto pra não me declarar novamente,só que pessoalmente,na frente de todos. Tá ficando cada vez mais difícil pra mim conviver com esse sentimento,estou me fazendo de forte,não tenho mais lágrimas pra você,apenas amor.”
—  Laura Bittencourt

“Queria saber como é ter o contato diário com os pais,infelizmente ainda não tive esse privilégio. Dizem que pareço com ele,no jeito de olhar,no jeito de agir,no jeito de falar. Não me acho nada parecida com ele . Sabe por quê ? Porque sinto saudade a todo tempo,mas não o ligo . Fico aborrecida com ele,mas não falo. Choro por ele,mas escondo. Fico com raiva dele,e demonstro. Dizem que pai só serve pra dar dinheiro,discordo . Quer dizer que quando ele me liga perguntando onde estou,dizendo que é pra ir pra casa,me xinga,me elogia de uma forma absurda para os seus colegas,quando ele chega em meu quarto,me observa dormindo,me faz cafuné,bate no meu braço,e diz que eu sou a sou a menina mais linda que já viu,ele não está se importando comigo ? Ok,sociedade . Você não dá valor a palavra,PAI. Mas eu dou,apesar de tudo,eu te amo. Vivo pouquíssimo ao seu lado,tenho lembranças chocantes e lembranças boas. Seu jeito calado,sério,durão é só uma armadura,és uma pessoa extremamente carinhosa,amorosa,caridosa. Tenho traumas em que passei ao seu lado,histórias de sua infância que me fazem chorar . Lembro de quando tinha em torno de 7 anos de idade e minha vó deu uma “surra” em você porque havia chego bêbado e esquecido de mim,ali,uma criança desorientada,com saudade do pai desaparecido e da mãe que estava em casa. Só tinha sua vó,que pouco estava se importando com as lágrimas daquela criança e só pensava no seu “castigo”. Lembro dos domingos em que comemorávamos o dia dos pais e tu passavas algumas horas comigo e depois me deixava,aos prantos,ficavas te olhando da janela sem nada poder fazer. Eu era uma criança,apenas uma criança. Lembro de suas brigas com minha mãe dias antecedentes as minhas festinhas de aniversário. O motivo era sempre o mesmo,eu. Eu era a culpada de tudo,até na hipótese de separação que minha mãe propôs a culpa era minha . Até hoje diga pra ela que ela conseguiu deixar um trauma em mim. Imagina uma criança de 9 anos escutar de sua mãe,daquela em mais admira dizer que VOCÊ é o motivo do fim. Mas vivi motivos bons ao seu lado,claro. Lembro da única vez em que me levaste ao cinema e me aqueceste no cinema pois estava tremendo de frio,lembro também de todas as vez em que voltávamos da casa de minha vó e você comprava um sorvete pra mim,lembro de quando eu estava na sua casa,minha mãe na cozinha e eu dormindo,e você ficava me olhando dormir e beijava minha testa,lembro do seu sorriso tímido,o seu obrigada a lhe entregar aquele mesmo desenho que fazia todos os dia dos pais. Até hoje você fala dos meus bonecos de corpo magricelo e cabeça grande,mas você no fundo os ama. Sei que você os guarda até hoje. Acho que lhe entendo,todos estes desenhos que fiz pra você,representam a distância entre eu e você e mesmo assim,eu te amo mais e mais.”
—  Carta ao meu pai - Laura Bittencourt